Edivaldo Brischi (PTB), prefeito de Monte Mor, no interior de SP, expulsou as pessoas em situação de rua do centro da cidade. O próprio prefeito, em suas redes sociais, anunciou que não deixaria sua cidade “virar um lixo”.  

Segundo a Folhapress, a prefeitura afirmou que as pessoas em situação de rua seriam enviadas à sua cidade de origem, mas não informou quais cidades, nem quantas pessoas. Um dos grupos de moradores expulsos denunciou o prefeito à polícia, alegando que foram levados à força para outro município.

Nas redes sociais, o prefeito associou as pessoas em situação de rua a lixo. "Eu não posso ver minha cidade virar um lixo. Eu vou mostrar como se governa uma cidade. Fiquem bravos comigo. Podem ficar, mas agora tem prefeito nessa cidade".


Nas imagens, o prefeito afirma que ordenou que vans da prefeitura fizessem seis viagens transportando os moradores de rua nesta quinta-feira (15) para as cidades de Rio das Pedras, Bauru, Campinas, São Paulo e Orquídeas. Ele prometeu mais duas viagens no dia seguinte para Itararé e São Rafael.

Durante o vídeo, o prefeito também condenou quem concede alimentos à pessoas em situação de rua. “Ontem uma moça chegou aqui com 10, 12 marmitas. Eu falei que ela não poderia fazer isso”, afirma.

Apesar da afirmação do prefeito de que o destino dos moradores de rua seria sua cidade de origem, um grupo de seis homens e duas mulheres registrou queixa na Polícia Civil de Boituva, a 85 km de Monte Mor. Segundo o registro policial, eles alegaram terem sido levados para a cidade à força. Há denúncias de coação de moradores de rua com spray de pimenta.

"Eles disseram que foram colocados numa van e trazidos para cá, sem o consentimento deles. Na verdade, eles disseram que nem sabiam para onde estavam sendo levados", disse o delegado em Boituva, Emerson Martins.

Os moradores forçados a irem para Boituva foram encaminhados para o serviço de assistência social do município. A prefeitura de Boituva informou que encaminhará ao Ministério Público denúncia contra a prefeitura de Monte Mor por violação de direitos humanos, além abrir um inquérito por constrangimento ilegal.

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Foto: Edivaldo Brischi (PTB), prefeito de Monte Mor / Imagem: Divulgação

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